O objetivo primeiro da Loja Alagoas é iniciar o Steampunk em Alagoas. Nada mais justo que comecemos apresentando o Steam a todos que não o conhecem ainda!
Depois de ver uma foto como essa:
Muitos já me perguntaram: “O que é isso?”. A resposta é ao mesmo tempo simples e complexa:
Isso é Steampunk, em uma de suas formas. E isso é o resultado de o que poderia ter sido o século XIX se a tecnologia tivesse se desenvolvido de modo a criar máquinas e objetos muito além das possibilidades da época e, muitas vezes, das de hoje. O steampunk é um gênero da ficção cientifica que explora justamente essa premissa, unindo os costumes e cultura da Era Vitoriana a elementos de ficção científica expressos principalmente por meio da tecnologia fantástica.
O Steampunk surgiu a partir dos anos 80, inicialmente na literatura como uma vertente do Cyberpunk, substituindo os elementos futurísticos pelos retrofuturísticos, como se convencionou chamar. Como o nome indica, são elementos futurísticos aplicados à estética vitoriana. Assim, em cenários Steampunk, carruagens podem dividir as ruas com robôs, e os ares são dominados por dirigíveis gigantes. Nos mares, os submarinos já fazem seus mergulhos, e os homens experimentam com a ciência, cujas descobertas mudam a vida humana além da imaginação.
Colocando assim parece fácil, mas o Steampunk é difícil de definir. Não só não existe definição única para o Steam, mas há vários pontos de vista e estilos-dentro-do-gênero. Tem quem prefira trabalhar com a visão utópica do tema, também chamada de Steampunk Nostálgico, que procura refletir a mentalidade otimista e progressista do europeu do século XIX, exaltando a tecnologia e as maravilhas produzidas pelo homem. Num cenário utópico, as máquinas trabalham a favor do desenvolvimento e do bem-estar humano, e a prosperidade está na ordem do dia. Há quem prefira retratar a distopia, o Steampunk Melancólico, e enfocar a opressão dos povos colonizados e a repressão social e moral sofrida pelos cidadãos vitorianos. Podem tratar da corrupção governamental, do surgimento de ditaduras, do mau uso do recursos naturais e tecnológicos e da miséria produzida na época mundo afora. E tem ainda quem deixe de lado todas essas referências históricas e parta para a fantasia, criando seus próprios mundos para contar as histórias que desejam. O único tema recorrente é talvez a interação humana com seus semelhantes e com as máquinas, e as consequências – positivas ou negativas – desses processos. Como já disse Bruno Accioly, fundador do Conselho Steampunk:
“O poder de sedução deste mundo tecnologicamente bem intencionado e socialmente irresponsável guarda tanta relação com o mundo de hoje que suas características distópicas acabam por ficar menos óbvias, eclipsadas pelo carisma do gênero e pela admiração provocada por suas engenhocas fabulosas… o que, no fim, não difere tanto do que se vive nos dias hoje.”
Um artigo muito bom sobre a definição de Steampunk está hospedado aqui, no site do Conselho. Repito o aconselhamento que ele dá no final: depois de ler, pesquisar e entender o que o Steampunk representa para você, livre-se da definição dos outros. Crie a sua!
Vale frisar que atualmente o gênero se expandiu para além da literatura, e atingiu os meios do cinema, dos quadrinhos, da moda, da música e de várias outras artes. Nos próximos posts, após terminarmos a série introdutória ao gênero, trataremos do Steampunk nas diferentes artes e traremos referências de obras em cada uma delas.
Um abraço a todos, Senhoras e Senhores, e vamos jogar mais carvão nessa caldeira!
Sou um entusiasta do gênero há dois anos e só agora descobri sobre a loja. Qualquer coisa, podem contar comigo. http://www.facebook.com/magalhaeshugo